| Sobre a inseparatividade |
| Por Inez Campos | |
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"Ao ouvir o primeiro ensinamento da sexta-feira à noite, me lembrei do dia que ouvi pela primeira vez sobre a inseparatividade (primeiro elo). Que fiquei estupefada, assustada e curiosíssima! Sei que o lama sempre nos fala a mesma coisa, mas usou uma linguagem que parece que me tocou, ecoou por instantes ali. E agora estou escrevendo. Assim eu ouvi: Nós estamos sempre estudando a impermanência, constatando a impermanência e chamando de "Guru Rinpoche" em nossos diálogos. Pois é, nós estamos vendo Guru Rinpoche na impermanência que ocorre na vida, certo? Bem, podemos mudar o olhar agora: lá fora a impermanência e "aqui" a mente incessante e luminosa produzindo novas coisas a cada instante. Algo sempre começa. A impermanência é o que nos mostra isto, de modo indireto: quando olhamos para fora vemos a mente, um fluxo que não pára. Olhamos para o espelho. Se vamos olhar a impermanência, é obvio que ela é Guru Rinpoche! A luminosidade, o efeito especial da mente. Bem, a mente produz um novo e eu vejo como uma mudança no mundo, no mesmo e exato momento. Seguimos, pois ainda há um observador, mas o objeto é só aparência. Ele é a manisfestação que vejo externamente da mente incessante. E eu? O observador que nasce junto com o objeto, certo? esta mente e este objeto, eu e o mundo no mesmo instante? quem é "eu" mesmo? As marcas cármicas que vejo do lado de fora? e respondo já de forma condicionada, pois esqueço do construtor? ou a liberdade, que ao se manifestar, vive estes carmas/ surgindo o eu e o mundo (avydia). o construtor e a experiência. Passo a "ver" o mundo mudar e chamo de impermanência o que vejo e esqueço de mim...ahahah...do efeito duplo: sempre que surge, surge duplo: dual...assim vemos e vivemos. Mas daonde surge os dois lados? daonde brota? Primeiro vivemos a vida apontando pra fora (dependente de fatores externos), depois como praticantes apontando para dentro (observação da mente, fala, corpo, paisagem), sou "eu"..etc. E como praticante, trocamos de lado, o olhar, ficamos atordoados...a enrascada acontece... Ou passamos a sustentar este observador e dizemos que ele é o causador de tudo, eu faço o mundo surgir...rs...ou eu me toco que eu apareço junto com o mundo, tão luminoso quão...vem de buda, do espaço ilimitado que está sempre produzindo luminosidades... Então o negócio é olhar ( mais um novo olhar) para este "espaço", mas nesta hora não dá p/ olhar, buda não se vê, não se olha, ou toca...aiaiai, é espaço ilimitado, amplo.um potencial vivo Mas ao contemplar bem poderemos confiar e "ver" através da dualidade, de forma indireta, a liberdade...e viver a dualidade sabendo disto apenas.... Visão...e ação livre? livre do eu e da experiência como algo sólido, fixo? Ao viver esta liberdade, podemos ajudar os outros a "verem" tb, pois somos o espelho do outro, por opção lúcida Construimos uma identidade que vive a liberdade por ter a visão correta e relaxamos Mas se nos identificarmos ou com o "eu" ou com o mundo, caímos na armadilha, neste instante a liberdade se perde.... agora, pela manhã... sigo tendo novas reflexões: tudo o que eu viver, devo incluir e olhar com lucidez (fazer o mantra), pois tudo o que aparece é uma experiência que já dei solidez um dia, são marcas se mostrando...qqr fio de cabelo (como diz a Brenda..rs) deve ser incluido e olhado com luciidez- autoliberar na experiência...se excluirmos qqr coisa, qqr pessoa, objeto, momento, situação..etc...estaremos dando solidez e perdendo a oportunidade de olhar com lucidez bem, como não é fácil...rs....procuramos a senha correta: aspiramos ter lucidez sempre, sem escolhas e sem expectativas (julgamentos)..aspiramos do fundo do coração e nos abrimos para "reconhecer"...e relaxamos nesta aspiração e este trajeto guardamos para ajudar todos, sem excessão. Enfim... sigo contemplando." |
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“Quando tudo está perdido, quando nenhum controle funciona mais, nada está perdido. Lembre-se: nossa natureza segue intacta.”