| Lama Samten oferece conselhos para casais |
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Por Ieda Estergilda 18 de outubro de 2007, CEBB São Paulo à noite, garoa, palestra do Lama Padma Santem para casais, véspera do retiro em Camburi, litoral norte. O sobrado da rua Maestro Cardim lotado – até a última contagem da Eliane, 110 pessoas. Na secretária eletrônica, alguém que não consegui ouvir o nome insistia para que atendessem a ligação, queria saber se chegaria a tempo para assistir a palestra, não podia perder. Estava parado no trânsito na altura do parque do Ibirapuera. Daria tempo, sim (e deu), o lama também estava a caminho. “É possível haver relações harmoniosas entre casais”, garantiu logo de início o lama, rindo, nos fazendo rir junto com ele. E nos sentimos, nos vimos mais uma vez acolhidos na mandala. “Mas não é um tema simples. A roda da vida é uma realidade construída, todas as realidades são construídas, nós somos seres flutuantes com predisposição para ser livres. As relações na roda da vida geralmente são aflitivas, tudo acontece nela, a roda é uma forma de viver as dificuldades das relações.” O desafio, o salto: “Vamos ver a questão como um todo. Precisamos transitar para fora da visão comum da roda, que é a visão regida pelos 12 elos. Transitar por outra linguagem, sem artificialidades, usar o processo do coração. Podemos gerir nossas relações de modo natural”. O recado calou fundo: “Precisamos avançar o mínimo na prática do silêncio, aí chegamos numa região livre. A meditação nos leva a perceber a artificialidade das nossas identidades. Sentamos no silêncio original – existe um ponto básico de onde partimos para exercer essas liberdades”. Ah, o amor: “O amor diz respeito a essa capacidade de ver os seres e nos alegrarmos com o que têm de bom, nos sentirmos felizes. Depois do amor, precisamos da compaixão, esse é um problema do ser por enquanto. Quando praticamos compaixão e amor, sentimos alegria, isso permite haver relações profundas entre os casais”. Um aspecto importante: “Olhar a pessoa como manifestação de uma inteligência. Nossa capacidade de amar os outros está sempre presente”. Como definiu o Henrique no final, enquanto recolhíamos as almofadas, assim foi a palestra: Libertadora. Leia também os relatos de Gustavo Gitti e Alessandra Marcuzzi. |
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“O reconhecimento da natureza ilimitada produz a superação de todas as prisões e carmas. Nada mais é necessário.”